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Lenga Lenga é um grupo muito recente! Desde o nosso início sentimos a necessidade de encontrar um nome que tivesse um forte efeito no centro da música e que representasse a nossa terra e a nossa cultura. Tradicionalmente na nossa terra quando se repete algo constantemente diz-se logo
"mira que lengalenga", daí a origem do nome.
Os objectivos são desenvolver o repertório Mirandês estudando, recolhendo e criando novos temas tradicionais, incentivando assim o gosto pela da gaita de foles Mirandesa e os Pauliteiros.
Elementos
Historial
Henrique de Jesus Fernandes é um caso singular de dedicação à música tradicional, constituindo já uma referência no panorama das jovens gerações de gaiteiros do Nordeste Transmontano.
As palavras-chave para o entendimento das suas relações com as tradições gaiteiras são, na nossa opinião, paixão e identidade: consagrando ao estudo e prática da gaita de foles uma grande parte dos seus tempos livres, Henrique Fernandes faz questão de afirmar a sua opção pelos cânones tradicionais.
Se o seu mestre mais directo foi (e é!), sem qualquer dúvida, o gaiteiro de Urrós,
José Maria
Fernandes, nunca esqueceu, porém, a herança recebida de seu avô, António Fernandes, sendo um ouvinte atento e estudioso dedicado dos velhos gaiteiros tradicionais, devorando (no sentido literal do termo) tudo o que sejam gravações dos mesmos.
Gaiteiro na arte e na postura, na disponibilidade e na entrega, Henrique Fernandes é a garantia absoluta da continuidade na transmissão de tão expressivo património cultural como o é a rica tradição gaiteira do Nordeste Transmontano. Como escreveu o estudioso Luis Viana, a Tradição Oral não é só um modo de comunicação de conhecimentos mas também recriação contínua dos materiais com que esta ou aquela comunidade se identifica, se educa e se diverte, o que de imediato nos remete para o facto de a Tradição Oral reflectir as transformações e as alterações determinadas pela própria evolução social e económica dessa comunidade.
E é justamente neste sentido que se insere a continuidade expressiva veiculada por Henrique Fernandes.
Henrique Fernandes utiliza um exemplar fabricado por José Preto (que efectuou aturados estudos sobre a organologia do popular instrumento, avançando posteriormente para a respectiva experimentação prática e fabrico de base essencialmente artesanal) de clara e inequívoca factura mirandesa, com uma expressão tímbrica verdadeiramente identificada e identificadora. Perfeitamente consciente do papel desempenhado pelas palhetas da ponteira – verdadeiro coração do instrumento – Henrique Fernandes aprendeu a respectiva confecção, especialmente adequada àquelas que sentem serem as suas necessidades expressivas.
O estudo do repertório tradicional constitui a base da sua opção pela ortodoxia (em termos de espécimes recriados) do instrumento e, tendo em vista a respectiva recriação, recentemente avançou com a formação de um trio instrumental (do qual fazem parte Raul Martins, no bombo, e David Jantarada, na caixa de guerra), que
já actuou em diversos festivais de gaita-de-foles em Portugal e no estrangeiro.
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