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Representação de um gaiteiro numa escultura do Séc. XVI (Igreja Matriz de Estômbar, Lagoa, Algarve).

 

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O Gaiteiro de Estômbar
Estômbar, Algarve-Séc. XVI


A escultura do gaiteiro adossado a uma coluna manuelina da igreja matriz de Estômbar (concelho de Lagoa, Algarve), vem dar-nos testemunho da gaita num local para muitos inesperado. Contudo, convém lembrar que a temática dos músicos (por vezes até dos animais músicos) é recorrente na imagética medieval. No que respeita à gaita, saliente-se a sua ligação à Natividade no contexto das fantasias pastorais dos séculos XVII e XVIII, o que não obsta a que surja em contextos cronológicos mais antigos, como aparece aqui demonstrado (século XVI). Como nota de curiosidade pode referir-se que a mais antiga figuração de um gaiteiro e do seu instrumento encontrada na Península Ibérica respeita a um capitel da igreja de Melide, na Corunha (Galiza), e data de finais do século XI.

Se hoje, às portas do século XXI, a gaita parece ser património etnográfico circunscrito ao Minho, ao Leste Transmontano, às regiões de Coimbra, Cantanhede e Torres Vedras, e à península de Setúbal, ainda há poucas décadas ela se ouvia no Norte Alentejano. Isto sem esquecer que festas populares como a Festa dos Tabuleiros, em Tomar, e a festa anual de Caneças, por exemplo, ainda hoje não dispensam o gaiteiro.

Exemplo da disposição do fole de uma gaita transmontana.

No que respeita ao Algarve, parece não haver memória do instrumento (ao tocar a gaita numa aldeia do Barrocal, passei imediatamente por “moço do Norte”), pelo menos entre os idosos contactados. 
Não seria de admirar, contudo, que antes do advento dos instrumentos de palheta livre metálica (harmónios, concertinas, harmónicas de boca...), efectivado no decurso do século XIX e que conquistou popularidade assinalável nesta região do país, a gaita pudesse ter tido utilização como instrumento lúdico e quiçá cerimonial, tal como ainda acontece nas zonas atrás referidas.

Uma particularidade a destacar na escultura em questão reside em que, as patas e o pescoço do animal foram aproveitados para a colocação dos tubos, tal como ainda acontece na gaita transmontana (ver foto acima) e nos modelos balcânicos. 




J
osé Gomes
Publicado em "Gaita-de-Foles" - ( revista da Associação Gaita-de-foles ); nº1- Abril de 2001  
(direitos reservados)

 


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