Associação Gaita-de-Foles A.P.E.D.G.F. APEDGF
Associação Portuguesa para o Estudo e Divulgação da Gaita-de-foles - Portuguese Bagpipe Society .'.
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Entre Margens
Encontro de Tocadores
Caminha, 3 a 5 de Junho de 2016

Oficina de Gaita-de-fole
Sendo um dos instrumentos mais peculiares do Ocidente Peninsular, ao longo dos séculos, a gaita-de-fole adquiriu funcionalidades variadas nas práticas musicais das festividades das cidades, vilas e aldeias de Portugal e da Galiza. Apesar das aculturações emanadas por uma globalização avassaladora, ainda hoje, é comum ver gaiteiros a tocar em grande parte do ciclo de cada festa, desde a preparação até ao término, desempenhando diferentes papéis: musicais, cerimoniais, religiosos e profanos. Na fase preliminar, juntamente com os fogueteiros, acompanham os festeiros nos peditórios, tocando à porta das casas dos fregueses para recolher os donativos. Não raras vezes, encabeçam os cortejos de oferendas. Festas há em que, durante vários dias, fazem alvoradas e arruadas, sempre a par do fogueteiro, para anunciar a aproximação da celebração principal.
Nalgumas situações, chegado o dia, depois da alvorada, vão buscar os festeiros - juízes e mordomos- a casa e levam-nos, em desfile cerimonial até à igreja, para assistirem às celebrações litúrgicas. Em muitos casos participam tanto nas procissões religiosas como nos bailes profanos das festas.
Nascidos na década de 1930, os gaiteiros convidados para esta oficina são portadores de um património imaterial musical único. As suas histórias, os repertórios que interpretam e que criaram ao longo das suas vidas são um manancial representativo da história da música dos dois lados da fronteira.

Esta oficina tem o apoio da Associação de Gaiteiros Galegos e da Associação Portuguesa Para o Estudo e Divulgação da Gaita-de-foles e é monitorizada pelo gaiteiro Henrique Fernandes.

José Maria Fernandes

Nasceu em Urrós, Miranda do Douro, a 15 de Abril de 1934. Filho e sobrinho de dois conhecidos gaiteiros do Planalto Mirandês, é um dos mais expressivos gaiteiros de Portugal. A sua técnica de execução instrumental é reveladora de um registo com pormenores peculiares. Quem tem a oportunidade de assistir às suas actuações, não fica alheio ao seu modo de tocar. A sua gaita-de-fole é um instrumento com um registo sonoro único, bem conhecido entre os gaiteiros portugueses e da zona raiana do Leste Transmontano, desconhecendo-se o construtor, bem como o ano de construção.

Julio Vázquez Carril

Nasceu a 1 de Outubro de 1936 em San Miguel, paróquia de Maroxo, no concelho de Arzúa (Galiza). Aos oito anos começou a tocar flautas de pã, feitas com palhas de centeio, até que aos catorze anos conheceu Basílio Carril (1914-1974) conhecido construtor de gaitas, que lhe construiu uma gaita-de-fole. Começou a tocar gaita no quinteto "Os Gaiteiros de Vilantime", acompanhado de dois clarinetes, caixa e bombo. Anos depois tocou acompanhado pelo seu irmão Manolo, também gaiteiro. Tocou em romarias, nos foliotes, no Entrudo e cantando os Reis. No ano de 1965 deixa praticamente de tocar gaita. Quase em finais do século XX, Julio tomou uma gaita-de-fole construída pelo seu vizinho e construtor de gaitas Manuel García Rivadulla e voltou a tocar as melodias da sua juventude. Julio toca com uma digitação fechada, que chegou conservada até aos nossos dias com poucas variações em quase todos os gaiteiros tradicionais das comarcas da Arzúa e da Terra de Melide - o que atesta um grande valor etnográfico e musical.

Henrique Fernandes – Monitor

Henrique de Jesus Fernandes nasceu em 1970, em França. Militar de carreira, frequentou o curso de Engenharia Electrotécnica no Instituto Superior Técnico de Lisboa. Fez a sua formação musical, tendo como base o instrumento de flauta transversal, no Conservatório de Música de Vila Real, onde viria a dar aulas do curso livre de gaita-de-foles. Fundou o grupo de música mirandesa, Lenga Lenga – Gaiteiros de Sendim. Descendente, em quarta geração, da família mais antiga de gaiteiros tradicionais da terra de Miranda, mantém-se fiel às técnicas de digitação desenvolvidas pelos seus antecedentes que, transversais a três séculos, perduram até aos dias de hoje. Frequentou vários cursos de construção de palhetas para gaitas-de-foles galegas, fagote e oboé, tornando-se, assim, o único português a construir palhetas e palhões para gaitas-de-foles mirandesas bem como para outros modelos usuais. Tem a particularidade de já ter tocado com grupos de pauliteiros dos três concelhos que formam o Planalto Mirandês: Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso.









 

 


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