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Encontro de Músicos - Oficinas
Feira de construtores de instrumentos
Painel "Música e Tradição"
Encontros Sobre o Palco - Concertos Nocturnos
Tertúlias
sobre Documentários
Estúdio de gravação
Mostra e Venda de Discos
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Como frequentar as oficinas musicais?
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Para frequentar os encontros de músicos os interessados deverão inscrever-se previamente através
de qualquer dos sites (www.attambur.com; www.pedexumbo.com
e www.gaitadefoles.net).
Faça aqui mesmo a sua inscrição!
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Encontro de Músicos - Oficinas

Exclusivamente frequentados por músicos inscritos, tomam a forma de encontros
em torno de cada instrumento específico, seus tocadores e seus repertórios.
Este ano, os âmbitos tratados são a Gaita de Foles, Flauta de Tamborileiro, Concertina, Viola Campaniça, Braguesa,
Rabeca, Canto e Adufe.
Cada espaço funciona de forma autónoma, contando com a presença de dois
músicos convidados e de dez a quinze músicos seleccionados para o efeito por
inscrição. Os Músicos convidados representam gerações, enquadramentos
sociológicos e repertórios diversos, tendo o instrumento como elemento
unificador.
O Tocador tradicional é o elemento central dos Encontros, detentor da cultura
tradicional, último elo de uma cultura popular transmitida oralmente ao longo
de gerações e gerações, em casa, no trabalho, nos terreiros e bailaricos de
antanho, em festividades religiosas, nos arraiais e em celebrações diversas.
O “pivôt” é o elemento catalizador dos encontros, interagindo com os
tocadores tradicionais e com os aspirantes a tocadores, facilitando a
transmissão de repertórios, técnicas e vivências.
Os encontros com os tocadores decorrerão em espaços fechados, numa única
casa, havendo dois momentos de encontro ao longo do dia: de manhã (das 10:30
às 13:00 horas) e à tarde (das 16:00 às 19:00 horas).
Paralelamente estará montado um pequeno estúdio onde os instrumentistas
poderão, sempre que oportuno, registar em áudio apontamentos ou peças
trabalhadas. O registo constituirá acervo do projecto, a disponibilizar pela
organização nas formas que se achar conveniente, para a correcta divulgação
da música e do encontro.
Saliente-se aqui o caso do encontro em torno da gaita de foles que, para além
de um espaço de aprendizagem, contará com a presença em proximidade da
Oficina da Associação Gaita de Foles. O objectivo é o ensino de
especificidades práticas ligadas ao instrumento como, afinar, empalhetar, tapar
poros, mudar foles, pequenas reparações no tomo, entre outras.
Feira de Construtores de instrumentos
Durante o encontro, decorrerá a Feira de Construtores. Nela estarão diversos
construtores de instrumentos populares, fazendo alusão ao seu ofício, à
riqueza e diversidade da cultura popular portuguesa. È objectivo ter presentes
os construtores dos instrumentos que compõem o Encontro entre outros.
Este espaço aberto a todos, pretende facilitar o acesso directo aos
instrumentos e construtores e a sua aquisição, para além de constituir uma
oportunidade de partilha e troca de opiniões entre os que fazem desta
actividade um modo de vida e os interessados em geral, que poderão contactar em
proximidade com os artistas “fazedores”de instrumentos.
Sendo um acontecimento singular em Portugal, pretende-se o seu reforço
continuado de forma a conferir a esta Feira a dimensão merecida em
representatividade e qualidade. Paralelamente, alargar-se-á este espaço à
venda de instrumentos em segunda mão. Assim se facilitando também a
aquisição, pela oportunidade de preço e pelo acesso aos instrumentos, tantas
vezes dificultado pela dimensão reduzida do seu mercado específico.
Painel
"Música e Tradição"
Painel Música e Tradição: Registos sonoros, imagens, documentos;
Para que servem? O que fazer com eles? O legado de Catarina Chitas.
O Painel Música e Tradição fará em tom de festa, este ano, uma referência
especial a uma Grande Senhora, Catarina Chitas, cantora e adufeira de
Penha Garcia, recentemente falecida. Mais do que uma merecida homenagem
quer-se festejar o seu contributo na afirmação de repertórios que soube
inovar e transmitir com sensibilidade e afecto. E falar do incontornável
recurso a fontes documentais de grande qualidade para se conhecer o que vale
a pena e se ser capaz de encontrar novas formas de tocar e renovar a música
popular (condição absolutamente necessária para a sua sobrevivência).
(
Ver Anexo 1- Breve Apontamento Biográfico
).
O Painel Música e Tradição é um encontro aberto, aproveitando a oportunidade
singular da presença de todos aqueles que o fazem e nele participam da
gente que gosta de música aos novos e velhos tocadores, dos entusiastas ou
especialistas do som e da imagem documental aos entendidos em
etnomusicologia. Momento que se quer vivo, criativo e de animada partilha.
Porque é da celebração da música e dos seus ritos que se vai falar.
Encontros Sobre o Palco - Concertos Nocturnos
Porque a música é partilha as noites estão reservadas também para a festa. Assim sexta e sábado à noite, é no terreiro que se faz a música. Concertos e bailes informais, participados por todos, músicos ouvintes ou bailadores, em descontracção e folia natural.
Tertúlia sobre Documentários de Etnomusicologia
Os filmes, as histórias dos filmados, as peripécias das filmagens. Alguns comentados por quem neles colaborou. Mais do que mote para a tertúlia uma oportunidade única para conhecer, dentre outros, o acervo saído dos baús particulares ou do estado, organizado a propósito do Primeiro Encontro de Tocadores.
Estúdio de gravação

Estará montado durante o encontro um estúdio de gravação de forma a se registarem, repertórios e técnicas afectas aos diversos instrumentos. Pretende-se a posterior edição tendo como primeiro objectivo facultar a todos os músicos interessados e em particular aos participantes, material de apoio para trabalho continuado. Pensa-se eventualmente, e em concordância com os parceiros a possibilidade de edição deste material a divulgar no tempo e na forma achada mais conveniente aos propósitos de máxima vulgarização.
Pequena mostra e venda de discos
Durante o Tocadores estarão igualmente disponíveis para venda alguns livros e discos sobre música e tradições musicais portuguesas.
Breve apontamento biográfico de Catarina Chitas
CATARINA CHITAS, nome artístico de
SARGENTA, Catarina
SARGENTA,
Catarina (n. Penha Garcia, Idanha a Nova, 30 Jan. 1913; m. Penha Garcia, Idanha
a Nova, 8 Mar. 2003)
Cantora, adufeira.
Um extenso conhecimento do repertório popular das Beiras aliado a uma cuidada e
por vezes inovadora interpretação, permitiram o reconhecimento público das
suas qualidades. Catarina Chitas, o nome por que é conhecida, realizou ainda um
notável trabalho de divulgação quer directamente, em apresentações
públicas, quer em gravações.
Os primeiros registos conhecidos de Catarina Chitas terão sido feitos por
Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira em 1963 (inéditos, depositados no
METN de Lisboa). Muitos outros registos se foram fazendo, dos quais merecem
referência: os de Michel Giacometti em 1970, para a série produzida pela RTP
“Povo que canta”, publicado em 1970/1996 - Antologia da Música Regional
Portuguesa. Beira Alta. Beira Baixa. Beira Litoral; em 1982 por José Alberto
Sardinha, em “Recolhas da Tradição Oral Portuguesa – Beira Baixa e Minho”,
e em 1997, em “Portugal Raízes Musicais – nº 4 Beira Baixa e Beira
Transmontana”; em 1991, a Câmara Municipal de Idanha a Nova edita um LP com
17 faixas, inteiramente dedicado a Catarina Chitas; em 1992, é editado na
Collection Dominique Buscall o CD “Music du Monde – Portugal: Chants et
tambours de Beira Baixa”, em que Catarina Chitas canta em nove faixas; em
1994, um CD concebido e realizado por Jacques Erwain, “Voyage Musical Portugal
– Le Portugal et les Iles” , que além de incluir duas gravações de
Catarina Chitas, tem um depoiamento gravado onde nos diz: “Daqui de Penha
Garcia, fala Catarina Chitas. É uma pessoa que não tem estudos nenhuns. Fui
criada no campo, a guardar gado, a guardar tudo, a guardar cabras, e porcos, e
vacas. E a trabalhar, a ceifar, a sachar o trigo, a arrancar o mato, a fazer
tudo. A minha sabedoria é essa. Agora, de então para cá, já fui cozinheira,
já fui padeira, já fui tecedeira, já passou tudo pelas minhas mãos. Só
estudos da Escola é que nunca tive”.
Em 2002, a Associação José Afonso publicou o CD “Catarina Chitas – Uma
lição de Bem Cantar” (AJA010), onde se incluem algumas das melhores
prestações da cantora.
Domingos Morais
Artigos: Catana, António Silveira (2.002)“Catarina Chitas – Um livro aberto
da Cultura Tradicional da Beira Baixa”, Jornal Raiano, edição de 18 de Abril
de 2002.
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