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Este artigo foi publicado na revista "Gaita de Foles".
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Joaquim Torres
Póvoa da Lomba, Cantanhede

Poucos gaiteiros se poderão gabar de ter feito a sua própria gaita de foles.
O Sr. Joaquim Torres é uma destas excepções. Construiu a sua gaita (foto) recorrendo apenas a uma simples navalha e outras ferramentas manuais, sem usar nenhum torno ou qualquer tipo de maquinaria. Ele próprio manufacturou todos os componentes da sua gaita: peças de madeira, fole, palhões, palhetas e a própria vestimenta.

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O gaiteiro Joaquim Torres, de Póvoa da Lomba, com a gaita da sua autoria.

As peças de madeira foram feitas em nogueira. Para o fole escolheu a borracha, ao passo que nos palhões utiliza a cana. As palhetas, que de início também eram feitas de cana, actualmente são executadas a partir do plástico das embalagens de vários produtos.

É de realçar que estas palhetas são procuradas por outros gaiteiros da sua região, que as preferem às compradas nas lojas de Coimbra. Isto deve-se não só às palhetas em si mas, também, ao precioso e simpático serviço de empalhetamento e afinação que o Sr. Joaquim sempre oferece.

No entanto, a gaita de foles não é nem o único nem sequer o primeiro instrumento musical que o Sr. Joaquim alguma vez fabricou – na verdade, desde pequeno, enquanto guardava rebanhos, que faz flautas travessas em cana.

Ainda hoje, sempre que toca gaita, transporta consigo uma destas flautas, que coloca num bolsinho aplicado na vestimenta da mesma. O seu gosto por este tipo de instrumento levou-o ainda novo, e assim que conseguiu juntar “os primeiros tostões”, a adquirir um flautim numa loja de penhores.

Ponteiro fabricado por Joaquim Torres

Actualmente, o Sr. Joaquim vive na Póvoa da Lomba, concelho de Cantanhede, local onde nasceu em 1930.
Aí integra um agrupamento denominado “Os Amigos da Rambóia”, no qual, acompanhado por um tocador de caixa e outro de bombo, toca a gaita que ele próprio fez ou uma outra que adquiriu em Coimbra, de fabrico galego mas sem marca de construtor.

Nos últimos anos, este agrupamento tem tocado quase sempre em peditórios para festas. Por ocasião destes peditórios fazem-se arruadas em que os músicos são guiados por um mordomo e, muito frequentemente, acompanhados por fogueteiros.

Saliente-se o facto de, nesta região, a este tipo de agrupamento (gaita, caixa e bombo), se dar o nome de GAITEIRO ou GAITEIROS, o que poderá gerar alguma confusão para quem esteja habituado a atribuir estas designações apenas a tocadores de gaita de foles.

Por último, como curiosidade, refira-se que o pai de Delfim Francisco Gomes, de Barcouço (Mealhada), tocador de caixa n’ Os Amigos da Rambóia, também era gaiteiro.


Henrique Oliveira e Sandra Deuchande
Publicado em "Gaita-de-Foles" - ( revista da APEDGF ) ; nº1- Abril de 2001
(direitos reservados)
 


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